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Comunidade discute Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília

A SEDUMA (Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal) anuncia a realização de cinco audiências públicas para discussão do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília. Cada audiência será direcionada a um dos bairros pertencentes ao perímetro de tombamento: Asas Norte e Sul, Cruzeiro, Octogonal, Candangolândia e área central do Plano Piloto.

O Plano de Preservação será elaborado pela empresa RSP Arquitetura e Consultoria, de Porto Alegre (razão social RS Projetos Ltda.), vencedora da licitação por técnica e preço aberta no final de 2008. Como subsídio inicial, a empresa elaborou um Plano Geral de Trabalho expondo princípios e procedimentos de atuação.

As audiências são abertas a todos, resta saber se haverá a formação de grupos de trabalho e outros modos de discussão propriamente participativos, como determina o Estatuto das Cidades. As audiências gerais para a elaboração do Plando Diretor (PDOT), em 2007, foram apenas palestras ministradas pela Secretaria. A participação popular se resumiu à entrega de sugestões de caráter meramente consultivo e ao tumulto organizado por claques de interesses setoriais. Atualmente o Ministério Público do DF procura impugnar o Plano Diretor, que além de afrontar o princípio da participação popular, foi elaborado antes da conclusão do Zoneamento Ecológico-Econômico e aprovado graças a uma “gorjeta” do governador José Roberto Arruda aos deputados distritais. Como se sabe, o governador está atualmente preso por essa e outras liberalidades com o dinheiro público.

Bloco da superquadra 308 Sul, uma das primeiras construídas em Brasília
Bloco da superquadra 308 Sul, uma das primeiras construídas em Brasília

Brasília foi reconhecida como patrimônio da humanidade pela Unesco em 1987, e tombada no âmbito federal em 1992. A portaria do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que justifica o tombamento, no entanto, é vaga e ambígua. Ela relaciona como valores do sítio de Brasília as quatro escalas definidas por Lucio Costa (monumental, residencial, bucólica e gregária) e a “maneira de viver” das superquadras. Respeitando o espírito modernista do projeto, não há disposições quanto à preservação da linguagem arquitetônica original.

Mesmo assim, não seria justo culpar essa abstração da portaria por todos os problemas urbanísticos de Brasília. Como todo sítio tombado, a cidade precisa de um marco normativo específico para conduzir a preservação patrimonial juntamente com o desenvolvimento urbano, o que extrapola o âmbito da portaria de tombamento. Resta esperar que a participação da comunidade na elaboração do Plano de Preservação seja de fato solicitada e aproveitada.

Equipe Qualificada

Em tempo: dentre os membros da equipe montada pela RSP Arquitetura para a elaboração do PPCUB encontram-se a arquiteta Briane Panitz Bicca, que atuou na elaboração do relatório de tombamento de Brasília submetido à Unesco em 1987 e já trabalhou no IPHAN e na própria Unesco, e o arquiteto Décio Rigatti. Atualizado em 10/03/2010; agradeço à Prof.ª Dr.ª Sylvia Ficher (FAU-UnB) pelas informações.

Cronograma das Reuniões Plenárias

Data Horário Tema e local
10/03 19h Asas Norte e Sul
Auditório do Museu Nacional, Conjunto Cultural da República
11/03 19h Setor Sudoeste/Octogonal
Colégio CIMAN, AOS entre áreas 1/4 
12/03 19h Cruzeiro
Biblioteca do Cruzeiro, SRES Área Especial A 
13/03 8h30 Candangolândia
Sala de reuniões da Administração Regional 
13/03 14h30 Área central do Plano Piloto de Brasília
Auditório do CREA-DF, SGAS 901 Lote 72 

 

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