Minha Casa, Minha Vida: Lição de economia contra o estatismo

Uma notícia veiculada hoje no Correio Braziliense vem jogar um balde de água fria no interesse social do programa Minha Casa, Minha Vida, e também dar uma pequena lição de microeconomia a todos. Segundo a notícia, os subsídios e financiamentos especiais do programa contribuíram para uma explosão nos preços de imóveis no Distrito Federal e entorno.

Não sou economista de formação, mas devo ter herdado algum gene econômico dos meus pais e avô. Na faculdade, procurei incluir uma matéria de microeconomia entre as minhas optativas. Uma das coisas que aprendi é que na economia capitalista, o livre-mercado sempre dá um jeito de contornar as tentativas do Estado de torná-lo menos livre.

No auge da hiperinflação, a resposta ao tabelamento de preços era a escassez. Outra coisa que aprendi é que o mercado é amoral, e isso vale tanto para os grandes, maus, perversos capitalistas, quanto para os lindos e bonzinhos consumidores. Quem nunca foi conivente com sonegação fiscal (com nota ou sem nota?) que atire a primeira pedra.

Natureza da demanda no mercado imobiliário

Muitos argumentos pertinentes podem ser levantados contra a irracionalidade e/ou a imoralidade do mercado imobiliário. Espigões desabitados nas cidades praieiras do Brasil enchem os bolsos de investidores.

Gabaritos e destinações de lotes são alterados nas câmaras de vereadores, transformando o que seria atividade econômica em politicagem e favorecimento.

Construtoras tendem a focar sua atuação em uns poucos padrões de moradia supostamente com maior demanda; apesar da maioria das pessoas que eu conheço (tanto arquitetos como leigos) se mostrarem insatisfeitas com a oferta, os corretores juram de pés juntos que “o mercado não comporta” divergências. (“O mercado não comporta” está para os corretores de imóveis assim como “fere o tombamento” está para os arquitetos e “canja de galinha com água de coco” está para os médicos: todos mantras invocados a torto e a direito para evitar de pensar muito sobre um assunto).

Por essas e outras, o apelo à intervenção estatal (seja ela municipal, estadual ou federal) na gestão urbana e habitacional tem uma aura de legitimidade que não depende do seu efetivo sucesso ou fracasso na intervenção. Se o mercado imobiliário é esse pandemônio, nada mais natural do que tentar regulá-lo. Ainda mais que vários aspectos do desenvolvimento urbano são atribuições naturais do Estado, dificilmente podendo ser remetidas à iniciativa privada: definição dos grandes eixos de circulação, implantação de redes de infra-estrutura e saneamento, etc. Se o ambiente urbano já é em grande parte necessariamente influenciado pelo Estado, por que não estender a atuação deste à correção das disfunções do mercado imobiliário?

Sonho da casa própria

Essa premissa aparentemente inocente é a base teórica do programa Minha casa, minha vida, instituído pelo governo federal como parte do Programa de Aceleração da Candidata, digo, do Crescimento.

Um dos aspectos do programa foi cumprido com folga. O subsídio à construção de imóveis novos ajudou o setor da construção civil a se recuperar rapidamente da crise global de 2008. Já o aspecto social ficou devendo.

Por que isso acontece? A moradia, como explica a microeconomia, é uma demanda pouco elástica, ao menos na atual realidade sócio-cultural brasileira. Quem tem recursos para comprar a casa própria, no Brasil de hoje, via de regra vai comprar. É o famoso “sonho da casa própria”, e é isso que significa a demanda ser inelástica: ela tem que ser satisfeita a qualquer custo, não importa se isso empatar quase todo o orçamento familiar.

Outro caso de demanda inelástica, ao menos em Brasília, é o da gasolina e do álcool; nosso cidadão com cabeça, tronco e rodas dificilmente consegue escapar da sua dependência pelo automóvel. Por isso aquelas tolas campanhas que vão e voltam nas nossas caixas de e-mail, sobre boicotar tal ou tal posto, nunca vão dar resultado.

Um mercado onde a demanda é inelástica é um mercado dominado pelo fornecedor e não pelo consumidor. Não importa que “as distribuidoras sejam meia dúzia e os consumidores sejam milhares”, como proclama o e-mail de auto-ilusão automobilística. E quem domina o mercado tem poder para definir os preços.

Como assim? Num mercado onde a demanda é elástica, por exemplo o de chiclete, se todos os fornecedores cobrarem caro, os consumidores podem simplesmente parar de comprar chiclete por uns tempos. Se isso acontecer, haverá muita oferta e pouca procura: o preço tenderá a baixar. Reciprocamente, se houver muita procura e pouca oferta, o preço sobe. (Se o preço não puder subir, como foi o caso na época do tabelamento, a tendência é a oferta diminuir mais ainda, por falta de interesse em se investir num mercado menos lucrativo; assim, perdem todos)

Num mercado inelástico essa relação entre oferta e procura não funciona tão bem. Os preços podem subir sem que haja necessariamente uma demanda maior que a oferta. Em Brasília, por exemplo, temos um boom imobiliário perene. Mesmo assim, nunca houve nem há perspectiva de haver queda nos preços. E isso nada tem a ver com o notório déficit habitacional brasileiro. O mais novo bairro “classe A” de Brasília, o setor Noroeste, teve o preço estimado (pelos corretores) do metro quadrado multiplicado por cinco entre a aprovação do projeto urbanístico e a licitação dos lotes. Que me conste não há nenhum déficit habitacional da classe A, e a aquisição de imóveis para fins especulativos é uma demanda plenamente elástica.

Devido ao mercado imobiliário habitacional ser inelástico, as pessoas que têm um “sonho da casa própria” realista (da classe média para cima) não abrem mão do sonho quando sua renda familiar deixa de corresponder ao padrão de moradia desejado (seja porque a renda diminuiu ou o preço aumentou). Apenas uns poucos vão morar de aluguel como opção de vida. Se preciso, os sonhadores da casa própria vão se empilhar em apartamentos menores ou mal localizados, mas hão de comprar a casa própria.

Efeito do Minha Casa, Minha Vida sobre o mercado imobiliário

O que acontece, então, quando o governo injeta dinheiro nesse mercado, na forma de subsídio direto e de juros mais atraentes?

Uma resposta é: depende do nível de renda contemplado. Para a classe A, a resposta pode ser: comprar (mais) um apartamento para investir/alugar. Para as classes B e C, pode ser: comprar uma casa maior ou com uma localização melhor. Para a classe D, pode ser: deixar de morar de aluguel e/ou num assentamento irregular, e comprar uma casa própria legalizada. A classe E continua ficando de fora por não ter onde cair morta, muito menos onde cair viva.

Com mais demanda por moradia em todas as classes, o preço tende a subir. Já que a oferta é condicionada à disponibilidade de terrenos e ao direito de construir segundo a legislação municipal, ela não pode crescer à vontade para suprir a demanda. Logo, não há chance de haver um novo equilíbrio no mesmo preço antigo.

Conseqüências nefastas

Resultado: quanto mais dinheiro o governo joga no mercado imobiliário, seja do lado das construtoras ou do lado dos compradores, mais os preços tendem a subir, anulando os benefícios dessa gastança. Ora, esse dinheiro que o governo está aplicando no mercado vem do seu, do meu, do nosso imposto. Ou seja: estamos pagando impostos para que o governo nos devolva o dinheiro na forma de subsídios, num processo que eleva o preço da moradia. Resultado final: o cidadão apenas recebe de volta o dinheiro que perdeu na forma de impostos, e ainda tem que pagar mais caro pela casa própria no final da história. Isso, senhoras e senhores, é que é interesse social.

Quem ganha com isso? O governo (e a candidata do governo), afinal a maior parte da população já está resignada aos altos impostos e ao alto preço dos imóveis, e só percebe no programa Minha Casa, Minha Vida o lado do benefício, sem ligar esse benefício ao ônus do outro lado (impostos altos e aumento do preço dos imóveis). Além disso, ganham também as construtoras, que além de aumentarem a produção, ainda cobram mais caro pelos imóveis.

Esse é um caso específico, mas não é nem de longe o único em que a intervenção do Estado na esfera urbana tem conseqüências nefastas. Se é verdade que o mercado imobiliário tem seus grandes pecados, temos que reconhecer também a parcela de culpa do setor público. Várias políticas bem-intencionadas (e outras nem tanto) distorcem o mercado em detrimento dos cidadãos.

É evidente que o papel do Estado na urbanização é insubstituível. Isso não quer dizer que uma maior intervenção do Estado é sempre a melhor receita para resolver problemas; às vezes o Estado é que é o próprio problema. O Minha Casa, Minha Vida é um dos programas de transferência de renda no atual governo. Só que a renda está sendo transferida do bolso do contribuinte para o das construtoras.

Caveat

Por sinal: não estou criticando a existência do “sonho da casa própria”, nem os sacrifícios que as pessoas fazem para realizá-lo. É natural de qualquer sociedade ter princípios e exigências quanto ao status social e auto-imagem de seus membros. No Brasil de hoje a casa própria é um desses apetrechos quase indispensáveis à classe média, seja pela aparência externa (status) ou gratificação pessoal (auto-imagem). Podemos aceitá-lo ou criticá-lo enquanto opção de vida de cada um, mas enquanto fenômeno social e econômico do presento, é preciso reconhecer sua existência e importância.

Comentários

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minha casa, minha vida

Prezado Pedro

Parabéns pelos comentários lucidos sobre o funcionamento do mercado imobiliário. Essa é uma área em que os arquitetos costumam alimentar muitas ilusões. Agradeço também as refências ao meu nome.Elas não se justificam nem são necessárias. Na qualidade de um cidadão que já viveu muitos carnavais apenas manifesto minhas opiniões sobre algums assuntos, sem pretensões a ser referência ou dono da verdade. Se essas opiniões são lidas e provocam alguma reação no leitor já acho que é muito. Escrever, acredito, é um modo de organizar idéias e acima de tudo uma forma de aprendizado.Abraço cordial/ Geraldo Nogueira

Programa Minha Casa, Minha Vida

Caro Pedro,

Concordo plenamente que os preços dos imóveis tiveram uma disparada que chega a afastar da realidade da habitação popular... no entanto a matéria do Correio Braziliense foi um tanto longe e , gostaria de fazer algumas considerações na visão de quem acompanha o crescimento da cidade quase que diariamente, e claro, na visão do construtor.
Primeiramente os próprios moradores da cidade que muitas vezes são proprietários de lotes ou até quadras inteiras ajudaram em muito na especulação imobiliária atual em Planaltina-GO. Sim, os próprios moradores abriram (cresceram) os olhos para o programa e o resultado foi um aumento de mais de 100% no valor dos lotes! Há uns 2-3 anos era possível comprar lotes com boa localização por R$5.000, hoje esse mesmo lote é oferecido por R$15.000 e é possível achar de até R$25.000, e olha que estamos falando de UM lote.
Considerando que o construtor deve absorver essa inflação (ou ficar sem construir) e ainda tirar o lucro... isso quer dizer que nem toda renda foi transferida para as contrutoras. Nessa briga de cão e gato, todos querem obter lucro, e nesse caso temos 3 favorecidos: o dono do lote, a construtora e o comprador (subsídio).
A matéria do CB diz que as pessoas não encontram imóveis na faixa de R$50 a 60mil atualmente. Esse fato não é verdade, recentemente vendi casas nessa faixa de preço com 3 quartos. O preço máximo do imóvel é definido primeiramente pelo setor da cidade e a faixa de renda dos futuros compradores. Com a faixa de renda pode-se simular no site da Caixa o subsídio e o valor das parcelas (pelo salário também pode-se estimar a Carta de Crédito). Com boa parte da população de Planaltina-GO com renda de até R$1.500, casas acima de R$60mil são extremamente difíceis de serem vendidas, me pergunto onde essas construtoras vão achar clientes para casas de R$80mil e 2 quartos!
Se em Planaltina-GO já está quase inviável a "casa popular" em outras cidade como Uruaçu-GO não existe, pelo simples fato de que um lote lá tá na faixa de R$30-45mil...
O fato da construtora ter aumentado o valor do imóvel vem em resposta ao valor dos lotes. Seria fácil pegar as construtoras como bode expiatório e achar o problema do Mina Casa, Minha Vida. O governo deveria ter previsto essa reação do mercado, e criado alguma ferramenta de controle no preço final da casa. Meios existem, só falta vontade mesmo.

Um abraço.

Especulação imobiliária

Eduardo, seus esclarecimentos são muito pertinentes. Hoje mesmo saiu no Correio Braziliense uma reportagem sobre um estudo da Universidade Católica descrevendo a situação atual como uma bolha especulativa. E, como eu adverti no início do post, os cidadãos comuns não são santos na história. Basta ver a quantidade de gente que ganha lote do governo e revende para tirar lucro.

Naturalmente, se os custos do mercado aumentam — a começar pelo preço dos lotes, como você indicou — as empresas assim como os indivíduos têm que ajustar seus preços. No DF e entorno temos um histórico de aumentos de preços contínuos no mercado imobiliário. Mesmo assim, eu me pergunto se essa explosão nos preços teria ocorrido se não houvesse a injeção de dinheiro "fácil" no mercado. Por outro lado, não esqueça que já tivemos, no Brasil, o controle de preços, que nunca funcionou de fato.

Assim como nos Estados Unidos antes da crise, o governo brasileiro está atualmente jogando fermento na bolha especulativa que surgiu antes da sua intervenção. Muitos podem estar tirando algum lucro agora, mas inevitavelmente a bolha vai estourar algum dia.

Nesse meio tempo, perdeu-se uma ótima oportunidade de direcionar a saída da crise para soluções que garantissem uma economia mais sólida, menos dependente do Estado, e mais sustentável.

 Arquiteto e Urbanista e sócio do Ábaco

Especulacao e bolha imobiliaria

Excelente materia, que resume com perfeicao o que está acontecendo nao só no DF, mas no Brasil.
Burocratas governamentais criam bolhas, sem sequer ter consciencia disso. E os que tem se calam, porque o presidente mandou expandir o credito e oferecer casas subsidiadas a todo mundo.
Em contravencao com tudo o que se sabe, teorica e empiricamente, sobre a formacao de bolhas.
A bolha só nao é maior, e ainda não se manifestou porque o governo é incompetente e tudo marcha lentamente (se anda, o que é duvidoso) em todo e qualquer programa governamental.
Gostei mesmo da materia, pois ela toca num dos mitos do brasileiro: o sonho da casa propria, que é um gesso anti-economico sobre o patrimonio pessoal.
Paulo Roberto de Almeida

Matéria interessante. Exitem

Matéria interessante. Exitem muitos pontos esclarecedores sobre o atual momento economico no que concerne a questão imobiliária e o programa minha casa minha vida. A matéria de fato traz luz sobre este tema, mas me pareceu um pouco "caolha" pois pode estar vendo a questão imobiliária sobre um prisma ideológico, sobre a ideologia de mercado que acredita que o mesmo seja regido por leis supostamente natuais como as da física por exemplo.

Foi muito bem colocado que o governo esta enfiando "os pés pelas mãos" com o atual programa Minha casa minha vida e ao facilitar o acesso ao credito. É indiscutivel que estes fatos são uns dos elementos responsáveis pelo surgimento e expansão da atual bolha imobiliária que estamos vivendo. Ainda mais grave é o fato de que está claro que com os atuais moldes do programa e com cada vez mais acesso ao credito (sem que nenhum mecânismo de controle seja criando) a tendencia é que a bolha se expanda e o problema aumente. No entando, usar este fato para argumentar que a presença do Estado é sempre prejudicial só é possível sobre um prisma ideológico. É inegável que o Estado em muitas de suas atuações, seja na economia ou em outros setores, é incopetente, corrupto e muitas vezes movidos por interesses particulares, muito distantes dos interesses do bem coletivo. No entando por mais deficiente que seja o Estado, crer que o mercado por si só seja capaz de resolver os problemas da sociedade moderna e que toda intervenção estatal seja nociva é um tanto quanto ingênuo. O que o mercado busca é pura e simplesmente a produção e repordução do capital, (o lucro)o que não necessariamente é algo ruim é bom que se diga, mas nem sempre esta busca vai ao encontro do bem coletivo, pelo contrário, muitas vezes traz severas distorções. Vale lembrar que a propria matéria deixa claro que seria facil argumentar sobre a irracioalidade e a imoralidade do mercado imobiliário ("Muitos argumentos pertinentes podem ser levantados contra a irracionalidade e/ou a imoralidade do mercado imobiliário")que podem ser aplicados ao mercado como um todo, não se restringindo apenas ao mercado imobiliário. Então como esperar que o mercado que tem como uma de suas caracteristicas a irracionalidade e a imoralidade seja "livre" de qualquer tipo de controle? Vale resaltar que as aspas sobre o livre se devem ao fato do mercado, mesmo com a ausencia do estado não ser de fato livre, existem atores dentro do mercado suficientemente poderosos para influenciar as ações do mercado ou mesmo do estado (é, o contrário também ocorre com muita frequencia) provocando ainda mais distorções.

Com relação especificamente ao programa minha casa minha vida. O Governo em certa medida realizou ações a favor de boa parte dos agentes de mercado, atendendo aos anseios dos mesmos e não tomando medidas para restringir as pretenções ou as ações do mesmo. Pelo contrário, liberou credito, concedeu subsídios (que na pratica não beneficiam os copradores pois os mesmo foram totalmente absorvidos pelo mercado) diminuiu a burocracia para compra de imoveis(parte dela ao menos) o que favoreceu muito diversos atores do mercado, como as construtoras, as instituições financeiras e os especuladors (que o mercado costuma chamar de investidores)e o próprio governo, afinal esta claro que o programa tem fins eleitoreiros. Se prestarem a atenção, nenhuma medida de conteção para a elevação dos preços foi tomada, sem impostos progressivos para venda de imoveis com valores mais elevados ou outro mecânismo quaisquer. Talvez ai esteja o principal erro, conceder credito e subsídio (atendendo os anseios de parte do mercado) sem que nada sejá feito para impedir que o mercado siga a sua "natureza" irracioal e especuladora. Talvez o problema não seja a intervenção estatal em si, mas como ela foi realizada. É muito facil atribuir culpar exclusiva ao estado pela bolha que esta se formando, (na realidade o que deveria se culpar aqui são as ações do governo) e insentar totalmente o mercado, como se a atual bolha não fosse produto de uma intervenção "atrapalhada" do estado e da natureza "irracional e imoral" que caracterizam o mercado e suas relações (governo/mercado) em certa medida promíscuas.

Minha opião pessoal, totalmente ciente que não sou dono da verdade, é que como cidadãos pertencentes a uma sociedade "democratica" (ainda falta muito para vivamos em uma real democracia) trabalhemos para a constituição de um estado que saiba interferir sabiamente no mercado, separando interesses de governo dos interesse do estado/população quando o fizer, buscando tão somente corrigir as distorções do mesmo (mercado), acalmar a sua natureza "irracional e imoral" em beneficio da sociedade como um todo.

Sei que é uma visão "romantica" da realidade. Mas sinceramente não acredito em soluções puramente mercadologicas nem Governamentais.

Grande abraço

Mercado inexistente

Mercabo imobiliário não existe e nunca existiu no Brasil. Para que exista mercado, os preços devem ser conhecidos – é o caso do Mercado de Ações, onde todos os preços são conhecidos a qualquer momento. Não é nem sequer possível conhecer o preço pois as transações imobiliárias registradas em cartório são documentos de ficção. O tal mercado imobiliário no Brasil resume-se ao seguinte: Eu comprei por 100 faz 5 anos, PORTANTO hoje deve estar valendo 500.

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