Mapa do Inventário de Planaltina

Inventário de Planaltina Recebe Menção Honrosa em Concurso

Sustentabilidade e patrimônio cultural
Pesquisa, projeto, reforma, restauro e recebimento de imóveis

O Inventário do Setor Tradicional de Planaltina, realizado pela Ábaco Arquitetura & Design Ambiental, recebeu menção honrosa no concurso Nova Arquitetura de Brasília, promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, seção Distrito Federal (IAB-DF). Ele foi elaborado em 2012 para a Superintendência do Distrito Federal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Mapa do Eixo Histórico de Planaltina

Os inventários são uma das ferramentas existentes para a proteção de obras, edifícios ou conjuntos históricos. Têm por objetivo dar ao Estado e ao povo um conhecimento abrangente e aprofundado sobre o objeto a ser preservado. Ele recolhe informações sobre a história, a importância social e a relevância artística do patrimônio cultural. Com a realização dos inventários, os órgãos de defesa do patrimônio, como o Iphan no âmbito nacional ou as Secretarias de Cultura no âmbito estadual e distrital, bem como a sociedade civil, podem fundamentar pedidos e processos de tombamento de edifícios, conjuntos urbanos, obras de arte e bens imateriais, tais como práticas culturais e saberes tradicionais.

Planaltina é o núcleo urbano mais antigo no atual Distrito Federal e faz parte de uma das primeiras áreas povoadas por colonizadores luso-brasileiros no Planalto Central. As mais antigas sesmarias na região de Planaltina foram concedidas na primeira metade da década de 1740, antes mesmo da formação do Arraial de Santa Luzia — atual cidade de Luziânia, em Goiás. Em 1811, alguns fazendeiros da região construíram a capela dedicada a São Sebastião, que, mesmo passando por reformas, existe até os dias atuais.

Capela de São Sebastião

No Inventário de Planaltina, a equipe da Ábaco Arquitetura & Design Ambiental documentou mais de quatro mil imóveis no chamado Setor Tradicional da cidade, que engloba o centro histórico fundado em 1811 e expansões estabelecidas entre 1938 e 1966. Desses, 191 casas antigas e edifícios públicos foram reconhecidos como tendo valor histórico, constituindo seis setores que representam as etapas de formação da cidade e sendo indicados para o tombamento do conjunto urbanístico. Vinte e três edificações e uma prática cultural imaterial foram reconhecidas como tendo excepcional relevância para a documentação da cultura e da história de Planaltina, sendo indicadas para tombamento e registro individual. Nos próximos artigos, descreveremos em detalhe cada uma delas:

  • Via Sacra no Morro da Capelinha;
  • Capela de São Sebastião;
  • Casa do Artesão, antiga Casa de Câmara e Cadeia;
  • Casarão dos Cinco Irmãos;
  • Casarão Azul;
  • Antiga Farmácia;
  • Museu Histórico e Artístico de Planaltina, antiga residência da família Monteiro Guimarães;
  • Panificadora Bom Dia;
  • Colégio Franciscano Irmã Maria Assunta;
  • Antigo Armazém Goiás;
  • Casa das Artes Dona Nilda Campos;
  • Hotel O Casarão;
  • Igreja Matriz;
  • Casas da Zona do Baixo Meretrício;
  • Biblioteca Pública, antiga Prefeitura;
  • Antiga Coletoria da Fazenda;
  • Antiga Igreja de Nossa Senhora do Brasil (demolida em 2014);
  • Primeiro cartório e primeira agência dos Correios de Planaltina;
  • Casa do Idoso;
  • Casarão de Dona Negrinha;
  • Bazar Guaporé;
  • Cemitério antigo;
  • Antiga Estação de Energia;
  • Pedra Fundamental da Nova Capital do Brasil.

A lista completa dos premiados no Concurso Nova Arquitetura de Brasília encontra-se no site do IAB-DF

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