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Melhorar o trânsito eliminando vias expressas

 Um artigo publicado hoje na revista The Infrastructurist mostra quatro estudos de caso nos quais o trânsito urbano melhorou depois que vias expressas foram destruídas, e não construídas. Deveria ser leitura obrigatória no Governo do Distrito Federal esses dias. O artigo cita efeitos bem conhecidos, como o da demanda induzida (a auto-estrada é o caminho mais curto até o próximo engarrafamento) e o de decisões individualmente racionais chegando a resultados coletivamente irracionais, para justificar o sucesso de alguns corajosos governos municipais que foram na contramão do senso comum e usaram o suado dinheirinho do contribuinte para fazer a coisa certa, para variar.

Hein?! 4 casos em que demolir uma via expressa pode aliviar engarrafamentos (e salvar a sua cidade)

[…]

Apesar de que nossos planejadores de transportes ainda funcionam com base na ortodoxia de que a melhor forma de resolver o trânsito é construir mais vias, fazer isso acaba sendo na verdade contraproducente em alguns casos. Há até um teorema matemático explicando o porquê desse efeito: “O paradoxo Braess” definiu que o acréscimo de capacidade a uma malha viária freqüentemente resulta em engarrafamentos maiores e mais tempo no trânsito. O motivo tem a ver com os efeitos complexos de motoristas individualmente tentando otimizar suas rotas. O paradoxo Braess não é uma teoria obscura — ele atua freqüentemente em situações reais.

Da mesma forma, há o fenômeno da demanda induzida — também conhecido como “a oferta cria uma demanda”. Em resumo, estradas novas em folha estimulam as pessoas a andar mais longe de carro, além de semear loteamentos espraiados que trazem novos usuários para si.

É claro que resolver engarrafamentos não é o motivo principal para uma cidade querer demolir uma via expressa mal planejada — há motivos de sobra para isso, os quais podem incluir melhorias na saúde pública, requalificação ambiental, e dinamizar a economia regional. Um fluxo de tráfego melhorado é apenas um efeito colateral maravilhoso.

Parece duvidoso? Aqui vão vários exemplos de como três cidades (e seus motoristas) se deram melhor depois que vias expressas que nunca deveriam ter sido construídas foram eliminadas.

Leia a íntegra do texto clicando aqui. Estudos de caso: Seul, Portland, e San Francisco.

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