Engenharia de trânsito
Intolerâncias urbanas
Mon, 29/03/2010 - 13:48 — Pedro P. Palazzo
A maioria das cidades brasileiras tem que lidar constantemente com abusos urbanísticos das mais variadas formas. Eles vão desde ilegalidades flagrantes diante da legislação vigente até o desvirtuamento de normas em face de interesses imobiliários e empresariais imediatistas — com a conivência das prefeituras e câmaras de vereadores. Não é à toa que neste país se desejam predominantemente duas coisas: leis honestas, e fiscalização para que elas sejam cumpridas.
Brasília é, como em muitos aspectos, um caso à parte. Claro que temos nossa cota de abusos, como todas as outras. Mas, para comprovar o velho ditado de que é preciso tomar cuidado com o que se deseja, também conhecemos na prática o que acontece na situação oposta, quando o fervor legalista corre solto.
Asfaltar paralelepípedos não é progresso
Sat, 08/08/2009 - 20:52 — Pedro P. PalazzoNum país atrasado como o nosso, os antigos paradigmas do primeiro mundo de cinqüenta anos atrás, já há muito superados por lá, são o atual credo por nossas bandas. O caso de amor do Brasil com o asfalto, por exemplo, vai além de qualquer argumento racional quanto à utilidade desse material para a pavimentação das ruas. O asfalto, no Brasil, não é apenas um material: é um símbolo de uma certa idéia (retrógrada) de “progresso” que se impõe contra todas as evidências. Vide o caso de uma rua recentemente asfaltada em São Bernardo do Campo:
VLT em Brasília
Sun, 02/08/2009 - 15:31 — Juliana Gehlen
Um projeto moderno, com visual agradável, e que promove a acessibilidade, coisa rara nos meios de transporte e locomoção atuais, e quem precisa deles que o diga. O VLT irá trazer conforto aos usuários e retirar da W3 os ônibus e vans que hoje, apesar de serem essenciais, causam transtornos não só ao trânsito como aos moradores e lojistas que têm que suportar a poluição do ar e a sonora.
Melhorar o trânsito eliminando vias expressas
Mon, 06/07/2009 - 19:02 — Pedro P. PalazzoUm artigo publicado hoje na revista The Infrastructurist mostra quatro estudos de caso nos quais o trânsito urbano melhorou depois que vias expressas foram destruídas, e não construídas. Deveria ser leitura obrigatória no Governo do Distrito Federal esses dias. O artigo cita efeitos bem conhecidos, como o da demanda induzida (a auto-estrada é o caminho mais curto até o próximo engarrafamento) e o de decisões individualmente racionais chegando a resultados coletivamente irracionais, para justificar o sucesso de alguns corajosos governos municipais que foram na contramão do senso comum e usaram o suado dinheirinho do contribuinte para fazer a coisa certa, para variar.
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