classicismo

Boa arquitetura 3 X 0 Modernismo

A intervenção do Príncipe Charles, que alijou o escritório de Richard Rogers de um controverso projeto de renovação urbana em Londres (ver este post e este outro), passou da fase destrutiva para a construtiva. A incorporadora Qatari Diar, assessorada pela Prince’s Foundation for the Built Environment, anunciou uma lista de dez candidatos dentre os quais será escolhido o que levará a cabo o projeto. A lista, publicada no Architects’ Journal e reproduzida abaixo, tem nomes ainda pouco conhecidos no Brasil:

Mercado imobiliário e arquitetura tradicional

Mais uma patada nas teorias conspiratórias de Lord Richard Rogers of Riverside, par de Bretanha: a Prince’s Foundation for the Built Environment, organização criada pelo Príncipe Charles e agora conselheira da incorporadora Qatari Diar no polêmico projeto habitacional do qual Richard Rogers foi recentemente apeado, realizou uma oficina resultando num estudo de viabilidade preliminar para o empreendimento. Resultado: segundo a colunista da revista de mercado imobiliário Property Week Mira Bar-Hillel, em artigo publicado ontemreproduzindo o urbanismo tradicional de Londres será possível construir mais unidades habitacionais do que no projeto modernista de Rogers, e isso com gabarito mais baixo e considerando uma reserva de espaço público.

Príncipe Charles 2 X 0 Modernismo

Trombetas vão soar! Tambores vão rufar! Arquitetos, às vossas armaduras de vidro e aço, às vossas lanças de concreto! O Anticristo que conversa com cenouras profanou a arca do Espaço-Tempo-Arquitetônico, humilhou os sacerdotes da Igreja de Santa Zaha, e se dirige contra a Cidade Radiante para combater as hostes celestiais de Mestre Corbu! O quê? Ahhhh, sim, a que vem essa mobilização geral?

Bem, conforme discutido anteriormente neste post, o Príncipe de Gales, Charles, andava furioso com a proposta do escritório de Lord Richard Rogers para um projeto de parcelamento e incorporação imobiliária em Chelsea, um bairro tradicional de Londres. Pois o jornal London Evening Standard noticiou hoje que a empresa Qatari Diar, de propriedade da família real do Catar e incorporadora do sítio em questão, desistiu do projeto original de Rogers.

 

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