Sustentabilidade segundo Léon Krier
O croquis ao lado é do arquiteto luxemburguês Léon Krier, e foi publicado numa coluna sobre sustentabilidade na arquitetura universitária. O desenho é tão objetivo que dispensa explicações.
A degradação rápida da arquitetura moderna, com todos os seus “avanços” tecnológicos, está aí para todo mundo comprovar. Por causa disso é que surgiram iniciativas como o Docomomo. Agora vamos pensar, considerando todo o ciclo de vida: o que é mais sustentável, um edifício tradicional que durou 500 anos até agora (ou mais, há edifícios ainda habitados na Itália que datam do Império romano), ou um edifício “verde” construído segundo os paradigmas efêmeros da tecnologia construtiva dominante nos dias de hoje?


Comments
Caro Pedro, A noticia é
Caro Pedro,
A noticia é bastante interessante para ser divulgada parcialmente. Se o desenho é de 1990 mesmo então não deveria ser incluido na discussão verde-sustentável pois a mesma é fato mais recente (no ambito geral, alem dos nichos academicos).
O que o desenho mostra com clareza é a questão custo de construção comparado ao custo de manutenção/reparo, o que se incluiu na discussao sustentavel. Os edificios atuais sao construidos sob a efemeridade mencionada,sim... e a visão sustentavél para a arquitetura propõe corrigir o problema sob diversos angulos, como redução de consumo de materiais, eficácia energética, economia financeira, etc. Sua essencia é anti-efemera (ou deveria ser...).
Contudo deve-se ter cuidado com o modismo, como aponta. Separar o joio do trigo, fazer a lição de casa, usar tecnicas adequadas ao nosso clima e cultura, calcular a transmissão térmica, e tanto mais... mas sobretudo lembrar que nós arquitetos brasileiros estamos muito atrasados nesse campo. Vale a pena procurarmos resgatar a projeção international que a arquitetura brasileira já possuiu, incluindo esta visao à convencional estetica.
Obrigado pela contribuição. E fiquei bobo ao ler o post sobre o ranking dos cursos de Brasilia. Bem a calhar...
Bruno, concordo plenamente
Bruno, concordo plenamente com os seus comentários — com a ressalva de que, se por volta de 1990 ainda não estava no ar o discurso sobre sustentabilidade, isso não exclui que existissem iniciativas que podiam ser sustentáveis sem ainda receberem esse rótulo.
Arquiteto e Urbanista e sócio do Ábaco
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