Cultura arquitetônica: o blog

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Comunidade discute Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília

A SEDUMA (Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal) anuncia a realização de cinco audiências públicas para discussão do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília. Cada audiência será direcionada a um dos bairros pertencentes ao perímetro de tombamento: Asas Norte e Sul, Cruzeiro, Octogonal, Candangolândia e área central do Plano Piloto.

Pela reconstrução do Palácio Monroe

Já comentei em outra ocasião (no post Diferença entre um patrimônio histórico e um edifício descartável) sobre o triste destino do Palácio Monroe, antiga sede do Senado Federal no Rio de Janeiro, demolido em 1976 com a conivência de Lucio Costa. Pois ontem o leitor Antonio Veronese publicou (graças à Internet, que permite não só um mais amplo acesso à informação, mas também um mais amplo acesso aos veículos de imprensa) uma coluna no jornal O Globo intitulada Pela reconstrução do Palácio Monroe.

Conflito de interesses: patrocinadores da arquitetura modernista

É sempre suspeito quando a indústria farmacêutica patrocina pesquisas, médicos, ou eventos. E quando uma fundação que promove uma ideologia da arquitetura modernista, industrializada e efêmera, é patrocinada por empresas que atuam na industrialização e na obsolescência programada dos materiais?

Fiquei encucado com isso quando soube da transferência do Docomomo Internacional para Barcelona. Enquanto que ONGs culturais costumam ser patrocinadas por todo tipo de grandes empresas (petrolíferas, bancos, etc.), a Fundação Mies van der Rohe, que abrigará o Docomomo daqui para a frente, tem a peculiaridade de ser patrocinada exclusivamente por empresas que têm como premissa de suas atividades a industrialização e a efemeridade da arquitetura.

Sustentabilidade segundo Léon Krier

O croquis ao lado é do arquiteto luxemburguês Léon Krier, e foi publicado numa coluna sobre sustentabilidade na arquitetura universitária. O desenho é tão objetivo que dispensa explicações.

A degradação rápida da arquitetura moderna, com todos os seus “avanços” tecnológicos, está aí para todo mundo comprovar. Por causa disso é que surgiram iniciativas como o Docomomo. Agora vamos pensar, considerando todo o ciclo de vida: o que é mais sustentável, um edifício tradicional que durou 500 anos até agora (ou mais, há edifícios ainda habitados na Itália que datam do Império romano), ou um edifício “verde” construído segundo os paradigmas efêmeros da tecnologia construtiva dominante nos dias de hoje?